quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

7 de janeiro às 00:33


Saudades da minha terra,
aquela onde fui esculpido
no barro da tradição
onde o o sopro divino
se aventurou me jogar
na nascença sou de lá
Juazeiro do Norte
sul do ceará
Comi piqui com Baião
Capitão e papa de farinha
nasci antes da caximbeira
chegar, mãe Zefinha minha parteira
nem dei trabalho, tanta a vontade
desse mundo visitar
cá estou no sul, não do Ceará
eita que só na contradição
do Brasil aqui é mais quente que lá.
vote diabo!

14 de janeiro às 00:49 ·


Cada vez mais entendo o que minha mãe dizia: você nasceu foi só. e Meu pai completava quem se abaixa o cu aparece. Só lembrando mesmo. não que não acredite na humanidade, mas sempre serei eu a resolver meus problemas. serei sempre meu melhor ombro amigo. Minhas lágrimas serão secas por mim. Não se pode esperar do outro o que é seu. quem se fia, se engana. "a dor
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó,
Eu tenho a minha dor".
Tudo muda mais pelo filho que por você.
O filho é mais que você, é você duplicado.
O filho é você no futuro
pensei que já fosse minha hora
ainda não.
tenho dois filho pra criar
tenho exemplos a dar
Sem discurso, sem a força mágica da palavra
sem a poética dos fonemas.
Tenho caminhos a desbravar
pela força da ação.
O outro importa tanto quanto
Meu mundo e minhas esperanças recomeçam
Serei melhor do que fui hoje
Meu exemplo será meu livro
Fé no homem fé na vida
tudo será novo
porque sou eu que me renovo
me reencontro a cada desfecho
bem ou mal
Estou de pé.
Os vermes
a quem devo minha ultima refeição
terão ainda que se refestelar
em outras paisagens
porque ainda espero muitos arco-íris

14 de janeiro às 20:45

me liguei em outras lembranças
lembro das vossas palavras
lembro do jeito que disponha
no guarda roupa a guarnição da semana
lembro como sentada à máquina
vigiava a rua e a casa
lembro como brigavam em silêncio
para que nossa toada
aquela de meninos, fosse interrompida
lembro do vosso jeito de andar
lembro da unha bem feita, cabelo na brilhantina
lembro do teu cabelo loiro ao vento
olhos de azul angelical
lembro do vosso sorriso
sorriso largo e seguro de pai e mãe
que amam e protegem as crias
lembro de nós os filhos, crianças
lembro do dedo com papa de farinha
lembro até onde não dói lembrar.
mas o que não lembro
e hoje me faz falta
é o som de vossa voz
a vos austera de quem sabe
o que é melhor
a voz doce de quem ama e acaricia
me sinto de novo menino
porque menino eu sou
amanhã nasço de novo
e com esse rebento
novas alegrias novos sofrimentos
novo viver, novo amanhecer.
que nunca em mim
deixe de ser dia de renovação
que me purifique sempre e perdoe
perdoa
E a mim sempre por cometer o mesmo erro.

29/01/15 16h

Tudo que gosto a tempos abandonei
Não habita mais em mim alguns vícios
não reconheço o cheiro
das páginas sendo visitadas
em busca de aventuras.
pouco tenho escutado da relva
sendo acariciada aos sentar-me
o paladar da água derramada pelos céus
não me vem nas papilas.
Tenho sido homem
e cumprido minhas tarefas diárias
confesso com um certo prazer
um prazer duvidoso de quem torce
para que o tempo passe
mesmo devagar, mais passe
e que o amanhecer me traga
o "quê" espero desde a tenra infância
que a mim e aos homens
não reste apenas a esperança
calejada do dia a dia
mas que a nós caiba a plena
Felicidade!